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quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Leviatã


DO QUE TRATA

Nomeado a partir de um monstro bíblico, Leviatã trata da organização da sociedade. Para Hobbes, o homem em “estado natural” desconhece as leis e a ideia de Justiça. Todos têm direito a tudo e, para conseguir o que desejam, lançam mão da força e da astúcia. A conseqüência é a “guerra de todos contra todos”. A única forma de refrear essa guerra seria realizando o pacto social, quando todos abrem mão de seu direito em nome de um único soberano.

QUEM ESCREVEU

Hobbes (1588-1679) formou-se em Oxford e foi tutor do conde de Devonshire, a quem acompanhou em viagens pela Europa. Nessas ocasiões, tomou conhecimento das novas teorias científicas e filosóficas. Viveu 11 anos na França durante a Revolução Puritana inglesa.

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE

Hobbes é o primeiro filósofo político a justificar o poder dos soberanos em bases racionais. Na época, o direito dos reis ainda tinha origem divina. As teorias do Leviatã eliminam essa hipótese, promovendo a separação entre poder divino e secular. O pacto de Hobbes requer um governo absoluto, daí sua defesa da monarquia, simbolizada na figura do monstro bíblico.

O Leviatã aparece em O Livro de Jó, descrito como o mais terrível dos monstros marinhos: “Quando se levanta, tremem as ondas do mar (…). Se uma espada o toca, ela não resiste”.

terça-feira, 6 de junho de 2017

O pensamento de Francis Bacon



Para Bacon, a ciência deveria valorizar a pesquisa experimental, tendo em vista proporcionar objetivos para o ser humano. Mas, para isso, era necessário que os cientistas se libertassem daquilo que dominava ídolos, isto é, falsas noções, preconceitos e maus hábitos mentais.

Em sua obra Novum Organum, o filósofo destaca quatro gêneros de ídolos que bloqueiam e prejudicam a ciência:

Ídolos da tribo – são as falsas noções provenientes das próprias limitações da natureza da espécie humana;

Ídolos da caverna – são as falsas noções do ser humano com o indivíduo (alusão ao mito da caverna de Platão).

Ídolos do mercado ou do foro – são as falsas noções provenientes da linguagem e da comunicação;

Ídolos do teatro – são as falsas noções provenientes das concepções filosóficas, científicas e culturais vigentes.


Bacon propôs um método para combater esses erros, conhecido como método indutivo de investigação. Este método consiste em observar a natureza para saber as informações; em seguida, fazer uma organização racional destes dados recolhidos através da experiência; com estes dados empíricos formular as explicações gerais, isto é, as hipóteses destinadas à compreensão do fenômeno estudado; por fim, comprovar estas hipóteses por meio de repetidas experiências e, se possível, em outras circunstâncias.


Resumo: Francis Bacon criou um método indutivo de investigação, isto é, partindo de dados particulares e generalizando para o universal, através da experiência, com o intuito de fazer uma ciência pura e livre de qualquer erro, que ele chamou de ídolos, que são os pré-conceitos que formamos sem nenhum dado de certeza e de experiência.